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	<description>pensamentos, cultura e comentários cotidianos por Gustavo Di Lorenzo</description>
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		<title>Os Vingadores</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Apr 2012 04:02:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Di Lorenzo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Marvel&#8217;s Avengers Assemble Dirigido e escrito por Joss Whedon, baseado na HQ de Stan Lee. Ter muita expectativa quanto a uma estreia é algo engraçado: ao mesmo tempo em que esperamos muito do filme, sabemos que, por causa disso, pode acabar acontecendo uma decepção &#8211; então acabamos indo para o cinema abertos a algo diferente. A [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em>Marvel&#8217;s Avengers Assemble</em></p>
<p style="text-align: right;">Dirigido e escrito por <a title="Joss Whedon" href="http://www.imdb.com/name/nm0923736/" target="_blank">Joss Whedon</a>, baseado na HQ de <a title="Stan Lee" href="http://www.imdb.com/name/nm0498278/" target="_blank">Stan Lee</a>.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter  wp-image-236" title="Marvel Avengers Assemble" src="http://esteladoparacima.com/images//Marvel-Avengers-Assemble.jpg" alt="Os Vingadores" width="576" height="324" /><span id="more-235"></span></p>
<p style="text-align: left;">Ter muita expectativa quanto a uma estreia é algo engraçado: ao mesmo tempo em que esperamos muito do filme, sabemos que, por causa disso, pode acabar acontecendo uma decepção &#8211; então acabamos indo para o cinema abertos a algo diferente.</p>
<p style="text-align: left;">A grande maioria dos fãs viveu isso nos últimos dias, que antecederam a esperadíssima estreia de <strong>Os Vingadores</strong>. Não poderia ter ocorrido de outra forma, tudo que a Marvel produziu nos últimos anos: &#8216;Homem de Ferro 2&#8242;, &#8216;Thor&#8217; e &#8216;Capitão América&#8217; só sustentava o tão falado filme que uniria todos os heróis que acompanhamos nos cinemas.</p>
<p style="text-align: left;">A primeira vontade ao fim dos créditos é parabenizar: a Marvel realmente conseguiu alcançar (ou superar?) as expectativas que criaram &#8211; o estúdio aprendeu, com excelência, como usar o cinema para gerar entretenimento. O longa é divertido, engraçadíssimo e bem produzido. É inegável que, considerando que a meta desse filme é divertir seu público, <strong>Os Vingadores</strong> se trata de um trabalho impecável.</p>
<p style="text-align: left;">Mas é importante pontuar: a fita se trata de um filme de personagens &#8211; a trama é quase irrelevante. Durante todo o enredo, o foco da narrativa é a apresentação de cada herói, mostrando sua evolução e interação com os outros membros do grupo. Não que isso seja ruim &#8211; muito pelo contrário: com tanto personagem interessante, seria um desperdício focar em conspirações de vilões. Talvez em uma continuação, sim, seja hora de contar uma boa história, mas em <strong>Os Vingadores</strong> o foco, com razão, tem que ser nos próprios Vingadores.</p>
<p style="text-align: left;">Se considerávamos difícil unir personagens tão bem construídos nos filmes anteriores (como o Homem de Ferro), com outros mal construídos (como o Hulk) e uní-los com alguns quase não explorados (como a Viúva Negra e o Gavião Arqueiro), o roteiro acertou em cheio nesse desafio. Permitindo, na primeira hora, apresentações e evoluções individuais para, só em em um segundo momento, transformá-los em uma equipe.</p>
<p style="text-align: left;">Mas a grande surpresa ficou por conta do Hulk. Até então, os filmes do gigante estavam bem abaixo do nível dos outros da Marvel, deixando sempre uma impressão de muita ação e pouca construção de um personagem tão explorável. Aqui, pela primeira vez, eles acertaram: o Hulk (e Bruce Benner) são divertidíssimos e interessantes. O amadurecimento do gênio por trás do gigante verde é notável, humanizando-o através da exploração da crise existencial que ele passa a viver após o incidente com os raios gamas. Já o Hulk, propriamente dito, ganhou destaque ao ser usado de forma cômica e divertida, como contraponto da personalidade de seu alter-ego.</p>
<p>Só não digo que o filme é perfeito, pois faltou coragem do roteiro ao não sacrificar um de seus heróis, caindo no clichê de uma salvação improvável e apoteótica de último segundo. E, como sempre, o 3D é completamente dispensável e só serve para escurecer a tela &#8211; recomendo (e muito) a tradicional e mais barata projeção 2D.</p>
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		<title>Os textos que eu gostaria de ter escrito</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Apr 2012 03:20:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Di Lorenzo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Não sei se é comum, mas acho que a maioria das pessoas que têm o hábito da escrita já passou por isso: você começa a ler um texto e, em um certo parágrafo, acontece&#8230; &#8220;caralho, que texto foda!&#8221; Isso ocorre, no meu caso pelo menos, quando entendemos o que o autor pensava quando escrevia aquilo. É [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não sei se é comum, mas acho que a maioria das pessoas que têm o hábito da escrita já passou por isso: você começa a ler um texto e, em um certo parágrafo, acontece&#8230;</p>
<p style="padding-left: 30px; font-size: 150%;"><strong>&#8220;caralho, que texto foda!&#8221;</strong></p>
<p>Isso ocorre, no meu caso pelo menos, quando entendemos o que o autor pensava quando escrevia aquilo. É uma conexão escritor-escritor única e impactante. Escritores em geral<span style="color: #800000;">*</span> vivem uma eterna luta contra seu ego, que muitas vezes acaba por engolí-los. Nesse caso não é diferente: o leitor normal, ao se deparar com esses textos, sente admiração. O escritor sente raiva.<span id="more-211"></span></p>
<p style="padding-left: 30px;"><em>&#8220;Todo texto são simples conexões de palavras &#8211; e por que raios não fui eu quem fez essa conexão?!&#8221;</em></p>
<p>Aí começa uma caçada: tem que existir, em algum lugar no meio dessas frases, pelo menos uma palavra escrita errada, um erro de raciocínio, uma generalização injusta, um erro de digitação, que seja! Mas geralmente não tem, esses realmente são textos fodas que não fui eu que escrevi.</p>
<p>-</p>
<p>Hora de deixar o ego de lado e fazer uma listinha de textos que alguém foda, que não fui eu, escreveu:</p>
<p><a title="O obituarista não usa adjetivos" href="http://papodehomem.com.br/o-obituarista-nao-usa-adjetivos/" target="_blank">O obituarista não usa adjetivos</a> - do Rodolfo Viana</p>
<p><a title="It's complicated with words" href="http://julianacunha.com/blog/2012/04/08/its-complicated-with-words/" target="_blank">It’s complicated with words</a> - da Juliana Cunha</p>
<p><a title="paradoxo de narciso" href="http://alexcastro.com.br/paradoxo-de-narciso/" target="_blank">paradoxo de narciso</a> &#8211; do Alex Castro (a minha maior treta de inveja textual é com esse caboclo em específico, aliás)</p>
<p><a title="Rio e São Paulo, duas arrogantes" href="http://papodehomem.com.br/rio-e-sao-paulo/" target="_blank">Rio e São Paulo, duas arrogantes</a> &#8211; outro dele.</p>
<p><a title="Cervejaço contra a caretice" href="http://www.cartacapital.com.br/sociedade/cervejaco-contra-a-caretice/" target="_blank">Cervejaço contra a caretice</a> &#8211; por Rodrigo Martins</p>
<p><a title="A Força e a Fraqueza de um Ser" href="http://garotadistraida.wordpress.com/2011/11/18/a-forca-e-a-fraqueza-de-um-ser/" target="_blank">A Força e a Fraqueza de um Ser</a> - da Vanessa Bencz</p>
<p><a title="Carlos Nascimento e a mediocridade indignada" href="http://www.interney.net/blogs/gravataimerengue/2012/01/20/carlos_nascimento_e_a_mediocridade_indig/" target="_blank">Carlos Nascimento e a mediocridade indignada</a> &#8211; do Gravz</p>
<p>(na verdade o que eu fiz foi pegar o textos que eu compartilhei no meu <a href="http://facebook.com/gustavodl" target="_blank">Facebook</a> e <a href="http://twitter.com/gustavodl" target="_blank">Twitter</a> nos últimos meses e listar aqui, devo fazer isso mais vezes)</p>
<p>-</p>
<p><span style="color: #800000;">*<span style="color: #000000;"> eu uso &#8220;em geral&#8221; como uma forma covarde de não-generalizar.</span></span></p>
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		<title>Quando parcerias dão certo</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Apr 2012 02:23:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Di Lorenzo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Publicado originalmente na coluna ‘Falando de Cinema’, do jornal ‘O Sul de Minas’, em 07/04/2012 - No cinema, é comum a formação de algumas duplas de afinidade, que muitas vezes duram por um bom período. No caso de diretores e atores, a situação é mais notável. Scarlett Johansson e Woody Allen, ou Penélope Cruz e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Publicado originalmente na coluna ‘Falando de Cinema’, do jornal ‘O Sul de Minas’, em 07/04/2012</p>
<p>-</p>
<p>No cinema, é comum a formação de algumas duplas de afinidade, que muitas vezes duram por um bom período. No caso de diretores e atores, a situação é mais notável. Scarlett Johansson e Woody Allen, ou Penélope Cruz e Almodóvar, são exemplos claros desse tipo de parceria. Outro grande exemplo, esse mais intenso, é Johnny Depp e Tim Burton. Juntos, já trabalharam em sete filmes diferentes.</p>
<p>Entre as diversas interpretações de Depp, é difícil encontrar personagens &#8220;comuns&#8221;. O ator apresenta, como ninguém, a concretização da excentricidade. Cada atuação é uma transformação: um jovem com tesouras no lugar das mãos, um barbeiro assassino, um pirata não-convencional ou um louco dono de uma fábrica de chocolates não são exatamente o retrato do nosso dia-a-dia.</p>
<p>O bom artista é aquele que deixa um pouco de si na sua arte, a ponto de podermos reconhecê-lo na sua produção. Quem já conhece as composições de Bach, por exemplo, consegue perceber, ao ouvir, se uma música é dele ou não &#8211; assim como um quadro de Picasso dispensa assinatura. E é nesse aspecto que Tim Burton se mostra grande: podemos vê-lo nos seus filmes. Na maquiagem, no cenário, na fotografia, na iluminação. Tim Burton está estampado no que produz.</p>
<p>A semelhança entre Depp e Burton é, portanto, a fuga do comum. Talvez por isso, seja a dupla com maior sintonia em trabalho.</p>
<p>Outro sortudo é Leonardo DiCaprio, que nos últimos 15 anos mostrou uma evolução absurda, desde sua fraca atuação em ‘Titanic’. Claro que há, naturalmente, um amadurecimento do indivíduo como ator com o passar dos anos, mas é inegável que trabalhar em quatro filmes com Martin Scorsese faria qualquer profisisonal evoluir acima da média. E hoje, DiCaprio é um dos grandes atores da atualidade, surpreendendo a todos que vimos Titanic em sua época de lançamento.</p>
<p>Posto isso, é hora de falar de Christoph Waltz. O ator, que interpretou o militar nazista Hans Landa em ‘Bastardos Inglórios’, foi uma grande revelação em 2009, faturando prêmios em Cannes, no Oscar, e em diversos outras premiações menores. Seu trabalho chamou a atenção do mundo inteiro por, mesmo fazendo parte de mais um filme genial de Tarantino, conseguir se destacar em meio a grandes atuações. Desde lá, foi vilão em mais três filmes: ‘Besouro Verde’, ‘Água para elefantes’ e ‘Os três mosqueteiros’, onde repetiu mais do mesmo e não chamou a atenção.</p>
<p>Agora, Waltz está participando do esperadíssimo novo longa de Tarantino, ‘Django Unchained’ &#8211; e o que será visto, podem apostar, não é mais do mesmo: será uma renovação, uma auto-superação por parte de um grande ator. Tarantino é especialista em fazer isso (veja John Travolta, em ‘Pulp Fiction’), e Christoph Waltz teve sorte (ou mérito) de conseguir uma parceria com um dos, senão o, maiores diretores vivos.</p>
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		<title>Sete lançamentos que os casais não escolheriam ao chegar em um cinema &#8211; Parte II</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Apr 2012 02:20:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Di Lorenzo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Publicado originalmente na coluna ‘Falando de Cinema’, do jornal ‘O Sul de Minas’, em 31/03/2012 - Na última edição de OSM, expliquei uma tentativa de entender como as pessoas escolhem os filmes que vão assistir. Cheguei a três conclusões: filmes 3D, aqueles com maior divulgação (e nas maiores salas) e os que têm na tela [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Publicado originalmente na coluna ‘Falando de Cinema’, do jornal ‘O Sul de Minas’, em 31/03/2012</p>
<p>-</p>
<p>Na última edição de OSM, expliquei uma tentativa de entender como as pessoas escolhem os filmes que vão assistir. Cheguei a três conclusões: filmes 3D, aqueles com maior divulgação (e nas maiores salas) e os que têm na tela os queridinhos de Hollywood são os que chamam o maior público. Pensando nisso, comecei uma lista de sete lançamentos que fogem dessas três regras. Já falei do franco-italiano “Habemus Papam” e do francês “L&#8217;Apollonide – Os Amores da Casa de Tolerância”.</p>
<p>Essa semana, encerro a lista de “sete lançamentos que os casais não escolheriam ao chegar em um cinema”:</p>
<p>Shame (Reino Unido)</p>
<p>Não vale “Harry Potter”: qual foi o último filme britânico que você assistiu? Pois é, é difícil lembrar. Primeiro pelo idioma, muitas vezes filmes americanos se passam no Reino Unido, e vice-versa, e acabamos sem saber de que país realmente o filme é. Mas é só dar um passeio pela locadora que é fácil reparar que a terra da rainha tem, sim, uma grande quantidade de bons filmes. O drama Shame é um deles.</p>
<p>Conhecemos a história de Brandon Sullivan, um sujeito aparentemente normal, mas que tem um forte e obsessivo vício por sexo. O longa possibilita uma análise de personagem muito forte, viabilizada por uma atuação incrível (e premiadíssima) de Michael Fassbender.</p>
<p>2Coelhos (Brasil)</p>
<p>O cinema brasileiro sofre, mais internamento do que vindo de fora, um grande preconceito do público. Talvez contagiados por algumas décadas atrás e por uma preguiça de renovar a opinião, é comum ouvir que “cinema brasileiro é ruim”. Não, não é. Muito pelo contrário: o Brasil tem se tornado um dos maiores produtores de cinema do mundo, com filmes muitas vezes melhores que os enlatados norte-americanos, que gostamos de aplaudir de pé. Tanto é que, dos sete filmes dessa lista, três são brasileiro.</p>
<p>“2Coelhos” é diferente da maioria dos filmes que você assiste: ele faz uma mistura (que até pode ser considerada como uma bagunça) de linguagens durante a fita, que acaba dando certo. Com um ótimo roteiro e atuações impecáveis, é um filme diferente, em gênero, do que o Brasil costuma produzir: cheio de explosões, efeitos especiais, animações e tudo mais que não costumamos ver por aqui.</p>
<p>Raul Seixas &#8211; O Início, o Fim e o Meio (Brasil)</p>
<p>A nova geração de consumidores de cultura conhecem Raul Seixas só por histórias de quem realmente o viu. O documentário “Raul Seixas &#8211; O Início, o Fim e o Meio”, dirigido por Walter Carvalho, traz uma chance para que esses conheçam a incrível figura por trás da tão entoada Metamorfose Ambulante. Com entrevistas ricas e uma narrativa bem construída, é indispensável não só para os que gritam “Toca Raul!”, mas para qualquer apreciador a música brasileira.</p>
<p>Eu Receberia as Piores Notícias dos Seus Lindos Lábios (Brasil)</p>
<p>A razão de todo mundo conhecer Daniel Filho e poucos conhecerem Beto Brant? Desconheço, mas não me faz muito sentido, visto o grande cineasta de que se trata o segundo.</p>
<p>“Eu Receberia as Piores Notícias de Seus Lindos Lábios” é uma bela adaptação de um romance homônimo, focado em um triângulo amoroso entre um fotógrafo, uma bela mulher e seu marido, um pastor. O destaque fica por conta de Camila Pitanga, indefectível em seu papel.</p>
<p>Anderson Silva: Como Água (Estados Unidos)</p>
<p>O filme é americano, já o ídolo, brasileiro. Não há discussão que o MMA (impulsionado pelo UFC) é a moda do momento, essa semana, inclusive, a Rede Globo começou uma versão brasileira do TUF (The Ultimate Fighter), reality show de grande sucesso nos EUA, focado em lutadores. Não é surpresa, portanto, que o homem considerado como o melhor lutador do mundo ganhe seu próprio documentário.</p>
<p>Vai se surpreender quem espera basicamente pancadaria e luta. Na verdade, o foco é apenas um recorte da vida do ídolo: a preparação para a luta com o herói norte-americano Chael Sonnen, o maior adversário do brasileiro, com quem, inclusive, ele lutará novamente aqui no Brasil, provavelmente no mês de julho. O documentário é competente por apresentar, inclusive para quem não sabe nada sobre MMA e UFC, uma pequena jornada de superação de Anderson Silva.</p>
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		<title>Sete lançamentos que os casais não escolheriam ao chegar em um cinema &#8211; Parte I</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Apr 2012 02:18:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Di Lorenzo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Publicado originalmente na coluna ‘Falando de Cinema’, do jornal ‘O Sul de Minas’, em 24/03/2012 - Certa vez eu fui ao cinema e fiquei observando como as pessoas escolhem os filmes que vão assistir. A grande maioria já vai com a escolha em mente, mas existe uma parcela de pessoas (geralmente casais) que querem apenas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Publicado originalmente na coluna ‘Falando de Cinema’, do jornal ‘O Sul de Minas’, em 24/03/2012</p>
<p>-</p>
<p>Certa vez eu fui ao cinema e fiquei observando como as pessoas escolhem os filmes que vão assistir. A grande maioria já vai com a escolha em mente, mas existe uma parcela de pessoas (geralmente casais) que querem apenas ir fazer um programa diferente, e o longa eles decidem quando chegam lá.</p>
<p>Aí, a partir dessa observação, eu fiquei pensando: quais os critérios utilizados para escolher qual filme assistir? Explico: o ato de ir ao cinema (aqui em São Paulo, onde moro) está cada vez mais caro &#8211; nos fins de semana (quando a procura é maior) para assistir um filme 3D, sem carteira de estudante, um casal gasta quase 50 reais só com os ingressos. Então a escolha realmente tem que ser bem feita, ninguém quer sair de uma sala de cinema decepcionado, depois de gastar uma pequena fortuna.</p>
<p>Conversei com alguns amigos e, a partir de então, passei a reparar mais toda vez que ia ao cinema, e cheguei a algumas conclusões: os filmes 3D saem na frente na escolha; também têm preferência aqueles que estão nas salas maiores, considerados como grandes lançamentos; e, por fim, não é surpresa que um elenco queridinho também chame a atenção: Ashton Kutcher, Will Smith, Angelina Jolie ou Adam Sandler, por exemplo, acabam sendo grandes chamarizes para a sala escura.</p>
<p>Quem lê essa coluna com frequência, sabe que eu sempre busco incentivar a busca por alguns filmes diferentes, fora do grande circuido hollywoodiano. E, juro, eu não faço isso para desmerecer o cinema norte-americano e muito menos quero que assistam filmes chatos (muita gente tem a impressão de que, se o filme não for dos EUA, ele é chato, difícil e sem sentido).</p>
<p>Pensando assim, preparei uma lista de “sete lançamentos que os casais não escolheriam ao chegar em um cinema” &#8211; ou seja: não são 3D, não estão nas grandes salas e não têm queridinhos do cinema.</p>
<p>- Habemus Papam (Itália/França)</p>
<p>Imagine a situação: no conclave de escolha do novo papa, o cardeal eleito passa a ter uma crise de nervosismo e não quer se apresentar ao público, fazendo todos os outros membros ficarem presos no Vaticano até o fim de sua crise psicológica. Para completar a situação caótica, um psiquiatra ateu vai até a reunião para tentar solucionar o problema do novo representante da Igreja Católica. Com uma ideia desse peso, o longa já garante uma história divertida, que fica ainda mais saborosa com diversas situações inesperadas durante a trama.</p>
<p>- L&#8217;Apollonide – Os Amores da Casa de Tolerância (França)</p>
<p>O longa se passa em um bordel no início do século XX, que está sendo fechado. Nele, conhecemos os segredos das prostitutas que lá trabalham, enquanto elas contam suas histórias umas para as outras. O filme faz uma bela abordagem sobre a submissão feminina, tema muito discutido ainda hoje, sobre a ótica das próprias mulheres, em uma época em que bordeis não eram esconderijos masculinos, mas locais para encontro entre amigos.</p>
<p>Confira na edição da semana que vem a continuação da lista.</p>
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		<title>Brasil: um novo grande nome para o mercado cinematográfico</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Mar 2012 02:29:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Di Lorenzo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Publicado originalmente na coluna ‘Falando de Cinema’, do jornal ‘O Sul de Minas’, em 17/03/2012 - Na última semana, a atriz hollywoodiana Resse Witherspoon (‘Legalmente Loira’) veio ao Brasil para divulgar seu novo trabalho: o filme ‘Guerra é Guerra’. A vencedora do Oscar por ‘Johnny e June’ esteve no Rio algumas semanas depois de Will [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Publicado originalmente na coluna ‘Falando de Cinema’, do jornal ‘O Sul de Minas’, em 17/03/2012</p>
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<p>Na última semana, a atriz hollywoodiana Resse Witherspoon (‘Legalmente Loira’) veio ao Brasil para divulgar seu novo trabalho: o filme ‘Guerra é Guerra’. A vencedora do Oscar por ‘Johnny e June’ esteve no Rio algumas semanas depois de Will Smith, que veio ajudar na divulgação do filme ‘Homens de Preto 3’.</p>
<p>Witherspoon e Will Smith são dois nomes grandes: a quarta atriz mais bem paga em 2011 e o ator que mais faturou no ano. A vinda dos dois grandes nomes ao Brasil só afirma algo que é claramente perceptível para quem frequenta salas de projeção: o brasileiro tem ido mais ao cinema.</p>
<p>Segundo a Agência Nacional de Cinema, foram vendidos, em 2011, 143,9 milhões de ingressos em todo o território nacional, com uma renda bruta de 1,44 bilhão de reais. Em cinco anos, o número de vendas cresceu em 60% &#8211; e o preço dos bilhetes também aumentou em média 30%. Esses números, sem dúvidas, chamaram a atenção das grandes distribuidoras, que passam a olhar o Brasil como um terreno a ser explorado e digno de investimento.</p>
<p>Esse crescimento vai na contra-mão do que está acontecendo nos EUA. Lá, 2011 teve a pior arrecadação dos últimos 16 anos. A próprio cerimônia do Oscar foi uma clara demonstração dessa crise. Toda a temática do evento foi saudosista, focada em trazer de volta a vontade de ir ao cinema. Alguns (grandes) estúdios, inclusives, estão com sérios problemas devido à crise. A MGM é a que passa pela pior situação. As dificuldades financeiras e uma possível falência resultaram em inúmeros adiamentos do esperadíssimo ‘O Hobbit’ e do novo filme da franquia ‘007’, cogitando, inclusive, o cancelamento desse segundo.</p>
<p>Apesar de parecer uma surpresa, a situação brasileira é mais que esperada. O mercado nacional, como um todo, está muito aquecido. A última década representou um grande crescimento do poder de consumo da classe C, que representa a maior parcela da população economicamente ativa do país. O brasileiro tem comprado mais, tem viajado mais e tem ido mais ao cinema. E tudo dá a entender que isso é só o começo. Segundo o Ibope Inteligência, o consumo no Brasil em 2012 deve ser 13% maior que no ano anterior &#8211; o que deve, em menor escala, refletir também nas bilheterias dos cinemas.</p>
<p>Mas o público está satisfeito pelo que paga? É mais que comum ver reclamações por parte dos frequentadores dos cinemas. E não são casos específicos em cidades específicas: são os mesmos problemas em diversas salas. Atraso, sujeira, poltronas, projeção cortada, luz acesa, áudio prejudicado&#8230;</p>
<p>A impressão que fica é que, percebendo a nova onda do cinema do Brasil, as salas aumentaram o número de exibições e o preço, sem adaptar a estrutura. Os números são positivos, sim, mas o que as exibidoras não percebem é que, mais que ingressos, elas precisam vender o hábito de ir ao cinema, para assim ganhar a fidelidade. E o hábito só acontece quando a experiência cinematográfica é prazerosa.</p>
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		<title>Impressões sobre um Oscar igual aos outros</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Mar 2012 00:53:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Di Lorenzo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Publicado originalmente na coluna ‘Falando de Cinema’, do jornal ‘O Sul de Minas’, em 02/03/2012 - No último domingo, 26 de março, os cinéfilos de todo mundo acompanharam a cerimônia de entrega dos Prêmios da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas &#8211; o Oscar. Foi um evento morno, com pouco mais de três horas de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Publicado originalmente na coluna ‘Falando de Cinema’, do jornal ‘O Sul de Minas’, em 02/03/2012</p>
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<p>No último domingo, 26 de março, os cinéfilos de todo mundo acompanharam a cerimônia de entrega dos Prêmios da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas &#8211; o Oscar. Foi um evento morno, com pouco mais de três horas de duração.</p>
<p>O preto e branco e mudo ‘O Artista’ foi o grande vencedor, com cinco estatuetas, por Melhor Filme, Melhor Direção (Michel Hazanavicius), Melhor Ator (Jean Dujardin), Melhor Figurino e Melhor Trilha Sonora Original. Empatado, também com cinco Oscars, ficou ‘A Invenção de Hugo Cabret’, que brilhou mais nas categorias técnicas: Melhor Fotografia, Melhor Direção de Arte, Melhores Efeitos Visuais, Melhor Edição de Som e Melhor Mixagem de Som.</p>
<p>Os dois maiores premiados fizeram jus à temática da noite: a cerimônia inteira foi uma homenagem saudosista ao cinema antigo. Projeções em preto e branco, pipocas sendo distribuídas como antigamente, a própria decoração do Ex-Teatro Kodak (que continua sem nome, após a falência da Kodak), tudo foi criado para lembrar ao público como a prática de ir ao cinema, que está cada vez mais em desuso, é insubstituível.</p>
<p>Mas o saudosismo não trouxe tantas saudades assim. Billy Crystal, apresentador veterano, voltou ao comando da premiação pela nona vez, após alguns anos longe do palco, e mostrou-se desajustado, com piadas forçadas e um timing questionável. Se a intenção da Academia ao resgatar o apresentador era mostrar que o antigo, no cinema, ainda funciona, falharam vergonhosamente. Sejamos justos: a culpa não é só do apresentador &#8211; os roteiristas e produtores precisam, também, de um urgente renovação. Em alguns momentos, era possível acreditar que nem o próprio Crystal achava graça das piadas.</p>
<p>Mas se a academia falha, alguns grandes nomes salvam. A genial Meryl Streep levou o Oscar de melhor atriz, por ‘A Dama de Ferro’ depois de anos saindo de mãos vazias da cerimônia &#8211; ela é a recordista em indicações, com 17 e, consequentemente, recordista em derrotas, com 14 indicações sem vitória. ‘A Dama de Ferro’ faturou também a estatueta de Melhor Maquiagem, recebida por J. Roy Helland, maquiador de longa data de Meryl. Os dois prêmios mostram realmente o que funcionou no fraquíssimo ‘A Dama de Ferro’: a atuação de Streep e sua maquiagem &#8211; de resto, o filme não tem nada que se destaque.</p>
<p>Mas o maior fiasco da noite não foi por conta da Academia, mas da Rede Globo. A emissora comprou o direito e exclusividade de transmissão da cerimônia para o Brasil, e começou a transmiti-la só após as 23 horas, quase na metade do evento. Tudo isso, por causa do imaculado Big Brother Brasil, que não pode ser interrompido, sequer um dia, para a tramissão do maior evento do cinema mundial. A Globo, mais uma vez, prestou um desserviço para a informação, privando os telespectadores que têm apenas TV aberta, de assistir grande parte da premiação. Uma vergonha!</p>
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		<title>Leia meus textos da coluna &#8216;Falando de cinema&#8217;</title>
		<link>http://esteladoparacima.com/blog/leia-meus-textos-da-coluna-falando-de-cinema/</link>
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		<pubDate>Mon, 27 Feb 2012 19:16:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Di Lorenzo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Eu escrevo, semanalmente, artigos para uma coluna sobre cinema para o jornal &#8216;O Sul de Minas&#8217;, que circula na cidade em que nasci (Itajubá, MG). Como é um jornal pequeno, o site fica sempre meio desatualizado e, em conversas com o meu editor, consegui uma autorização para publicar aqui, no blog, os artigos. Então, quem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span id="more-161"></span></p>
<p>Eu escrevo, semanalmente, artigos para uma coluna sobre cinema para o jornal &#8216;O Sul de Minas&#8217;, que circula na cidade em que nasci (Itajubá, MG). Como é um jornal pequeno, o site fica sempre meio desatualizado e, em conversas com o meu editor, consegui uma autorização para publicar aqui, no blog, os artigos.</p>
<p>Então, quem tiver interesse em ler, publicarei semanalmente os textos (sempre com uma semana de atraso em relação ao jornal, para não prejudicar a exclusividade da mídia original). Os posts não vão vir para a página inicial do blog, para não criar confusão. Eles estarão sempre na categoria &#8216;<a title="Falando de cinema" href="http://esteladoparacima.com/coluna/" target="_blank">Falando de cinema</a>&#8216;.</p>
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		<title>‘O Artista’ e a surpresa da simplicidade</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Feb 2012 19:03:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Di Lorenzo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Publicado originalmente na coluna ‘Falando de Cinema’, do jornal ‘O Sul de Minas’, em 11/02/2012 - ‘O Artista’ é um filme ousado para nossa época. Ao mesmo tempo em que as salas de cinema recebem ‘As Aventuras de Tintin’, feito em 3D com a ultratecnológica técnica de captura de movimento, um filme mudo em preto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p dir="ltr">Publicado originalmente na coluna ‘Falando de Cinema’, do jornal ‘O Sul de Minas’, em 11/02/2012</p>
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<p dir="ltr">‘O Artista’ é um filme ousado para nossa época. Ao mesmo tempo em que as salas de cinema recebem ‘As Aventuras de Tintin’, feito em 3D com a ultratecnológica técnica de captura de movimento, um filme mudo em preto e branco chamou a atenção do mundo inteiro.</p>
<p dir="ltr">Dirigido pelo até então desconhecido Michel Hazanavicius, o longa conta a história de um astro do cinema mudo, que vive uma crise com o surgimento do som nas projeções. A sensação no cinema ao assistir ‘O Artista’ é incrível, principalmente para os que ainda não tiveram contato nenhum com o cinema mudo. Muitos, talvez seduzidos pelo turbilhão de sensações do cinema contemporâneo, acreditam que o filme seja entendiante ou parado &#8211; mas é só dar uma oportunidade para a fita, que a surpresa é garantida.</p>
<p dir="ltr">Com atuações incríveis e direção e roteiros impecáveis, o longa faturou três Globos de Ouro, dos seis para os quais foi indicado. Mais que isso, felizmente, ‘O Artista’ foi indicado para dez estatuetas do Oscar, inclusive de Melhor Filme, onde atua no primeiro pelotão dos favoritos.</p>
<p dir="ltr">Há pouco menos de dois anos, em 2010, foi a vez do músico e sonoplasta Dan Pritzker lançar seu filme mudo: ‘Louis’, exibido, inclusive, com música ao vivo em algumas salas &#8211; relembrando o que acontecia há décadas, no início do cinema. Sem tecnologia para integrar a película e a banda de som (como funciona atualmente), os filmes antigos, até a década de 20, contavam com uma equipe de sonoplastia na hora de exibição, nas próprias salas de cinema. A equipe era responsável pelos efeitos sonoros, além das músicas específicas para algumas cenas.</p>
<p dir="ltr">O mais interessante é que ‘Louis’ relata a infância de um dos maiores músicos da história: Louis Armstrong, considerado o grande nome do Jazz. O contraste deixa o filme ainda mais ousado: apesar de se tratar de um filme silencioso, a história contada não é nada silenciosa.</p>
<p dir="ltr">Mais que ousados, essas experiências são aulas de cinema. Mostram a essência da sétima arte no seu surgimento, para uma geração que não teve contato com esses tipos de filmes. Por outro lado, é triste a constatação de que não é bem isso que o público quer. ‘O Artista’, apesar das dez indicações ao Oscar, dos Globos de Ouro e da, praticamente, unanimidade da crítica mundial, faturou até agora menos de 30 milhões de dólares em bilheteria. Enquanto isso, as superproduções, como ‘Alvin e os Esquilos’, ‘Missão Impossível: protocolo fantasma’ e ‘O Homem que não Amava as Mulheres’ já passam dos cem milhões.</p>
<p dir="ltr">Fica, então, um desafio: os que nunca assistiram um filme mudo (ou preto e branco), devem correr a uma locadora (ou a um cinema, onde possam assistir ‘O Artista’) e permitir se surpreender. É uma grande e boa surpresa descobrir o valor da simplicidade na arte.</p>
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		<title>As indicações e os favoritos ao Oscar</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Feb 2012 19:01:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Di Lorenzo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Publicado originalmente na coluna ‘Falando de Cinema’, do jornal ‘O Sul de Minas’, em 04/02/2012 - No último dia 24, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood divulgou a lista de filmes indicados ao Academy Awards &#8211; o Oscar. Segue a lista dos indicados nas principais categorias: Fotografia: - Millennium &#8211; Os Homens [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Publicado originalmente na coluna ‘Falando de Cinema’, do jornal ‘O Sul de Minas’, em 04/02/2012</p>
<p>-</p>
<p>No último dia 24, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood divulgou a lista de filmes indicados ao Academy Awards &#8211; o Oscar.</p>
<p>Segue a lista dos indicados nas principais categorias:</p>
<p>Fotografia:<br />
- Millennium &#8211; Os Homens que não amavam as mulheres<br />
- O Artista<br />
- Hugo Cabret<br />
- A Árvore da Vida *<br />
- Cavalo de Guerra</p>
<p>Efeitos visuais:<br />
- Harry Potter<br />
- Hugo Cabret<br />
- Gigantes de Aço<br />
- Planeta dos Macacos &#8211; A Origem *<br />
- Transformers: O Lado Oculto da Lua</p>
<p>Filme em língua estrangeira:<br />
- A Separação (Irã) *<br />
- Bullhead (Bélgica)<br />
- Monsieur Lazhar (Canadá)<br />
- Footnote (Israel)<br />
- In Darkness (Polônia)</p>
<p>Roteiro adaptado:<br />
- Hugo Cabret<br />
- Tudo pelo poder<br />
- Os Descendentes *<br />
- O Espião Que Sabia Demais *<br />
- O Homem Que Mudou o Jogo</p>
<p>Roteiro original:<br />
- Meia-Noite em Paris *<br />
- O Artista<br />
- Margin Call &#8211; O Dia Antes do Fim<br />
- Missão Madrinha de Casamento<br />
- A Separação</p>
<p>Ator coadjuvante:<br />
- Kenneth Branagh &#8211; Sete Dias com Marilyn<br />
- Nick Nolte &#8211; Guerreiro<br />
- Max Von Sidow &#8211; Tão Perto e Tão Forte<br />
- Jonah Hill &#8211; O Homem Que Mudou o Jogo<br />
- Christopher Plummer &#8211; Toda Forma de Amor *</p>
<p>Ator:<br />
- George Clooney &#8211; Os Descendentes<br />
- Brad Pitt &#8211; O Homem Que Mudou o Jogo *<br />
- Jean Dujardin &#8211; O Artista *<br />
- Demián Bichir &#8211; A Better Life<br />
- Gary Oldman &#8211; O Espião que Sabia Demais</p>
<p>Atriz coadjuvante:<br />
- Bérénice Bejo &#8211; O Artista<br />
- Jessica Chastain &#8211; Histórias Cruzadas<br />
- Janet McTeer &#8211; Albert Nobbs<br />
- Melissa McCarthy &#8211; Missão Madrinha de Casamento<br />
- Octavia Spencer &#8211; Histórias Cruzadas *</p>
<p>Atriz:<br />
- Glenn Close &#8211; Albert Nobbs<br />
- Viola Davis &#8211; Histórias Cruzadas *<br />
- Rooney Mara &#8211; Millennium<br />
- Meryl Streep &#8211; A Dama de Ferro *<br />
- Michelle Williams &#8211; Sete Dias com Marilyn *</p>
<p>Diretor:<br />
- Woody Allen &#8211; Meia-Noite em Paris *<br />
- Terrence Malick &#8211; A Árvore da Vida *<br />
- Alexander Payne &#8211; Os Descendentes<br />
- Michel Hazanivicous &#8211; O Artista *<br />
- Martin Scoreses &#8211; Hugo Cabret</p>
<p>Melhor Filme:<br />
- Os Descendentes<br />
- A Árvore da Vida<br />
- Histórias Cruzadas<br />
- A Invenção de Hugo Cabret<br />
- O Homem Que Mudou o Jogo<br />
- Cavalo de Guerra<br />
- O Artista *<br />
- Meia-Noite em Paris<br />
- Tão Perto e Tão Forte</p>
<p>O líder em indicações é ‘A Invenção de Hugo Cabret’, com 11, seguido pelo mudo ‘O Artista’, que concorre a dez estatuetas.</p>
<p>Muitas vezes há um grande favorito para a dobradinha “Filme/Diretor”, mas dessa vez é difícil apostar em apenas um &#8211; a dupla ‘O Artista’ e ‘Histórias Cruzadas’ deixam qualquer aposta mais complicada. A previsão, até cerca de um mês atrás, era que ‘O Artista’ chegaria à cerimônia como favorito absoluto. Porém, a performance de ‘Histórias Cruzadas’ nas premiações até então surpreendeu, levando-o para a disputa. Na última segunda-feira (30), inclusive, o longa recebeu o prêmio de melhor elenco, no SAG Awards &#8211; premiação votada pelos próprios atores de Hollywood &#8211; dando o fôlego final na corrida pelo Oscar. Além dos dois, há ‘Hugo’, que, recordista em indicações no ano, mostra ter impressionado a Academia.</p>
<p>Surpreenderam a ausência de DiCaprio entre os atores, e a (merecidíssima) indicação de Torrence Malick entre os diretores, por ‘A Árvore da Vida’, que pegou o lugar de Fincher (de Millenniun) na disputa.</p>
<p>O não-favoritismo de ‘A Árvore da Vida”, meu favorito, me lembra da triste realidade do Oscar atual: a maioria dos cinéfilos tem sido obrigada a fazer duas listas: de ‘quais eles acham que vai ganhar’ e de ‘quais eles gostariam que ganhasse’. A diferença entre as duas listas é a maior prova de que a Academia e o público estão, cada vez mais, mais distantes.</p>
<p>(estão com * os favoritos de cada categoria no momento).</p>
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